Para efeitos deste manual entende-se por:
Bicicleta do serviço de compartilhamento - veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas e disponível para uso público, conforme regras e critérios do serviço de compartilhamento.
Estação de bicicletas: Espaço destinado ao estacionamento de bicicletas do serviço de compartilhamento, dotado ou não de equipamento com sistema de travamento para permanência, retirada e devolução de bicicletas, podendo neste caso ser dotado de terminal ou totem, com informações sobre a operação do sistema.
A sinalização disposta neste capítulo destina-se a sinalização de estações de bicicleta compartilhadas na pista.
Fica a critério do órgão avaliar a necessidade de colocação de sinalização no caso de estação de bicicletas implantadas, em outros locais, tais como calçadas, canteiros, praças, adequando as características do local, observadas as disposições contidas nos itens 15.2 e 15.4 deste Manual.
A sinalização destinada a estação de bicicletas, locada na pista, é composta por:
Deve ser utilizado o sinal R-6b - “Estacionamento Regulamentado” - e as mensagens “Na Linha Branca- Bicicleta Pública”, Figura 16.1, conforme critérios estabelecidos no Manual de Brasileiro Sinalização Trânsito – Sinalização Vertical de Regulamentação – Vol. 2.

Figura 16.1
A sinalização horizontal destinada a delimitar o espaço destinado a estação de bicicleta é composta de:
15.3.2.1 Marca delimitadora de estacionamento regulamentado Composta por 01 linha contínua branca de 0,20m de largura, paralela ao meio fio, com comprimento variável, delimitada por duas linhas perpendiculares ao meio fio, Figuras 16.2 e 16.3.
A distância da linha paralela, ao meio fio, deve ser de no mínimo 2,20m e no máximo 2,70m, devendo atender a demanda de estacionamento do local, a projeção do dispositivo com a bicicleta e demais características do local. Neste caso, recomenda- se uma distância de:
2,20m quando a demanda de estacionamento ao longo do trecho sinalizado é de veículos leves;
2,70m quando a demanda de estacionamento ao longo do trecho sinalizado é de veículos pesados.
A marca delimitadora de estacionamento regulamentado deve sempre estar acompanhada de uma linha interna vermelha, de no mínimo 0,10m de largura, Figura 16.2 podendo também esta área interna ser totalmente preenchida com a cor vermelha, Figura 16.3.
Figura 16.2
Figura 16.3
15.3.2.2 Marca de canalização – área de proteção de estacionamento Composta de linhas externas e internas de 0,10m de largura espaçadas de 0,30m a 45º, na cor branca, conforme Figura 16.4. A largura desta marca deve ser de no mínimo 0,75m, sendo recomendável 1,0m. As vagas devem ser demarcadas, com a área de proteção de estacionamento, de ambos os lados, Figura 16.3.
Figura 16.4
15.3.2.3 Marca de canalização Em locais onde a estação de bicicletas está implantada em trecho de via onde não ocorre demanda de estacionamento deve ser considerada como um estreitamento de pista devendo neste caso ser acompanhada de marcas de canalização. Esta marca deve ter no mínimo 10,0m de comprimento, Figura 16.5.
Figura 16.5
A Figura 16.6 apresenta um exemplo de aplicação.
Figura 16.6
15.3.2.4 Outros casos No caso de uso de baias de estacionamento destinadas exclusivamente a estação de bicicletas este espaço deve ser sinalizado conforme Figura 16.7, suprimindo-se área de proteção de estacionamento.
Figura 16.7
Deve ser utilizado cilindro delimitador sobre a área de proteção de estacionamento, Figura 16.8.
Figura 16.8
Devem ser colocados na área de proteção de estacionamento no mínimo:
2 dispositivos centralizados entre linhas internas da canalização para distâncias de 2,20m do meio fio;
3 dispositivos centralizados entre linhas internas da canalização para distâncias de 2,70m do meio fio.
Os cilindros devem ser colocados a uma distância de no máximo 0,10m do bordo interno da linha de canalização à face do cilindro sendo que um dos cilindros deve sempre ser posicionado próximo ao fluxo veicular conforme desenho da Figura 16.9.
Figura 16.9
APÊNDICE I
Sinalização Vertical
Este apêndice contém o desenho e diagramação dos sinais mais utilizados e citados neste Manual. Podem ser alterados, servindo como auxílio na elaboração de projetos.
As medidas estão em centímetro. A fonte utilizada nos sinais foi Swis 721 Md Bt com contorno e Standard Alphabets for Highway Signs and Pavement Markings, series “D” ou “E(M)”.
APÊNDICE II
Sinalização horizontal- Diagramação
Este apêndice contém a diagramação das setas, símbolos e legendas mais utilizados na regulamentação dos espaços cicloviários. As medidas encontram-se em metros. As legendas devem ser elaboradas com caracteres alfanuméricos e sinais gráficos do tipo Standard Alphabets for Highway Signs and Pavement Markings – Série D.
Seta “Sentido de Circulação”
Seta “Vire à Esquerda”
Seta “Vire à Direita”
Seta “Siga em frente ou à esquerda”
Seta “Siga em frente ou à direita”
Escala: 1:15
Escala: 1:30
Cor: Branca Escala: 1:30
Símbolo “Ciclorrota Tipo A” Escala: 1:30
Símbolo “Ciclorrota Tipo B” Cor: Branca com bicicleta vermelha Escala: 1:25
Símbolo “Dê a Preferência”
Símbolo “Motocicleta” Escala: 1:30
Símbolo “Pedestre”
Legenda “Pare”
Para elaboração da legenda foi utilizada como base a letra com altura de 17,5 cm.
Legenda “Olhe”
Legenda “Olhe”
Legenda “Ônibus” Escala: 1:15
Legenda “Escola” Escala: 1:25
APÊNDICE III
Paraciclos
Este apêndice contém desenhos de paraciclos mais utilizados.
Modelo Tipo I
Modelo Tipo II
Disposição da bicicleta no paraciclo
Medidas em metros Sem escala
Área de ocupação
APÊNDICE IV
Bibliografia
AMERICAN ASSOCIATION OF STATE HIGHWAY AND TRANSPORTATION OFFICIALS - AASHTO. A policy on geometric design of highways and streets. Washington: 2018. 1047 p. ISBN: 978-1-56051-676-7
. Guide for the development of bicycle facilities. 3rd ed. Washington: 1999. 86 p. ISBN: 1-56051-102-8.
Disponível em:
<https://usa.streetsblog.org/wp-content/uploads/sites/5/2012/05/AASHTO- Guide-for- the-Development-of-Bicycle-Facilities-1999.pdf>. Acesso em: 05 dez. 2020.
. Guide for the planning, design, and operation of pedestrian facilities. Washington: 2004. 142 p. ISBN: 978-1-56051-293-6.
BRASIL. Ministério das Cidades. Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana. Caderno técnico para projetos de mobilidade urbana – transporte ativo. Brasília: 2016. 120 p. (Coleção cadernos técnicos para projetos de mobilidade urbana).
Disponível em:
<https://www.mobilize.org.br/midias/pesquisas/transporte-ativo---projetos-de- mobilidade-urbana.pdf>. Acesso em: 05 dez. 2020.
DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM – DNER. Manual de projeto geométrico de rodovias rurais. Rio de Janeiro, 1999. 195 p. Disponível em: <https://pt2.slideshare.net/jiselmovieira/manual-de-projeto- geomtrico?qid=c1abacea-86fb-4071-b49c-301df0d233f6&v=&b=&from_search=2>. Acesso em: 05 dez. 2020.
DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES – DNIT (Brasil). Manual de estudos de tráfego. Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisas Rodoviárias, 2006. 384 p. Disponível em:
<http://www1.dnit.gov.br/arquivos_internet/ipr/ipr_new/manuais/manual_estudo s_trafego.pdf>. Acesso em: 05 dez. 2020.
. Manual de projeto geométrico de travessias urbanas. Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisas Rodoviárias, 2010. 39 2p. Disponível em:
<https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/ipr/coletanea- de- manuais/vigentes/740_manual_projetos_geometricos_travessias_urbanas.pdf>
. Acesso em: 05 dez. 2020.
. Manual de projeto de interseções. Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisas Rodoviárias, 2005. 528 p. Disponível em:
<https://pt2.slideshare.net/selmhas/manual-de- projetodeintersecoesversaofinal?qid=0a17a6ee-e8f0-448c-8f3b- 958e1620523b&v=&b=&from_search=1>. Acesso em: 05 dez. 2020.
DELBEM, L. C. S. Utilização da engenharia de trânsito para a melhoria da qualidade de vida: a visão dos usuários da avenida Mercedes em São Paulo. São Paulo: PLANOTRAN/IMBRAPEC/FAMESP, 2009.
MONTANS, L. C.; BARNABÉ, A. S. Mini-rotatória. São Paulo: CET, 1981. 4 p. (Série Notas Técnicas da CET, nº. 70). Disponível em:
<http://www.cetsp.com.br/media/20398/nt070.pdf>. Acesso em: 05 dez. 2020.
OLIVEIRA, I. L. Análise comparativa entre rotatória física e rotatória demarcada com sinalização horizontal e dispositivos auxiliares. São Paulo: PLANOTRAN/IMBRAPEC/FAMESP, 2009.
OLIVEIRA, I. L.; DELBEM, L. C. S. Programa de implantação de minirrotatórias em cruzamentos com registro de acidentes graves e/ou fatais do sistema viário secundário da cidade de São Paulo. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Gestão de Negócios) – Fundação Instituto de Administração, São Paulo, 2020.
SASCIA, C. et al. Progettare le rotatorie. 2 ed. EPC Editore: 2011. 272 p.
SCHNEIDER, N. R. Rotatória como Dispositivo de Redução de Acidentes. São Paulo: CET, 1979. 9 p. (Série Notas Técnicas da CET, nº. 70). Disponível em: <http://www.cetsp.com.br/media/20307/nt048.pdf>. Acesso em: 05 dez. 2020.
RAFFAELE, M. Il calcolo delle rotatorie. Hevelius Editore: 2007. 176 p.
TOMASSO, E.; RAFFAELE, M. La progettazione funzionale delle strade. Hevelius Editore: 2003. 288 p.
TRANSPORTATION RESEARCH BOARD – TRB. Highway Capacity Manual. Washington: TRB, 2000. 1207 p.
UNITED STATES DEPARTMENT OF TRANSPORTATION. Federal Highway Administration. Roundabouts - an informational guide. Washington: 2000. 284 p. Disponível em:
< https://www.fhwa.dot.gov/publications/research/safety/00067/00067.pdf>. Acesso em: 05 dez. 2020.
ABNT NBR 9050:2020, Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.
ABNT NBR 15486:2016, Segurança no tráfego — Dispositivos de contenção viária — Diretrizes de projeto e ensaios de impacto.
ABNT NBR 16658:2019, Segurança no tráfego — Cilindro delimitador — Requisitos
ABNT NBR 11904:2015, Sinalização vertical viária — Placas de aço zincado. ABNT NBR 13275:2020, Sinalização vertical viária — Chapas planas de poliéster reforçado com fibras de vidro, para confecção de placas de sinalização — Requisitos e métodos de ensaio.
ABNT NBR 14428:2013, Sinalização vertical viária — Pórticos e semipórticos zincados
Projeto, montagem e manutenção
ABNT NBR 14429:2013, Sinalização vertical viária — Pórticos e semipórticos zincados por imersão a quente — Requisitos.
ABNT NBR 14644:2021, Sinalização viária — Películas — Requisitos. ABNT NBR 14890:2011, Sinalização vertical viária — Suportes metálicos em aço para placas — Requisitos.
ABNT NBR 14891:2021, Sinalização vertical viária — Placas. ABNT NBR 14962:2020, Sinalização vertical viária — Suportes metálicos em aço para placas — Projeto e implantação.
ABNT NBR 15591:2015, Sinalização vertical viária — Estrutura e fixação de placas em poliéster reforçado com fibras de vidro.
ABNT NBR 15649:2015, Sinalização vertical viária — Chapas melamínico - fenólicas de alta pressão para confecção de placas de sinalização — Requisitos e métodos de ensaio.
ABNT NBR 15993:2011, Sinalização vertical viária — Placa de aço-carbono fina a frio não galvanizada, com pintura de acabamento.
ABNT NBR 16033:2021, Sinalização vertical viária — Suporte de material polimérico reciclado — Requisitos e métodos de ensaio.
ABNT NBR 16179:2021, Sinalização vertical viária — Chapas de alumínio composto para confecção de placas de sinalização — Requisitos e métodos de ensaio.
ABNT NBR 16592:2017, Sinalização vertical viária — Dispositivos de sinalização de alerta (marcadores) — Requisitos.
ABNT NBR 13699:2021, Sinalização horizontal viária — Tinta à base de resina acrílica emulsionada em água.
ABNT NBR 16800:2019, Aeroportos — Tinta acrílica à base de epóxi emulsionada em água — Demarcação horizontal.
ABNT NBR 16801:2019, Aeroportos — Tinta acrílica à base de epóxi emulsionada em água — Sinalização de áreas.
ABNT NBR 16184:2021, Sinalização horizontal viária — Esferas e microesferas de vidro — Requisitos e métodos de ensaio.
ABNT NBR 13132:2013, Sinalização horizontal viária — Termoplástico aplicado pelo processo de extrusão.
ABNT NBR 13159:2013, Sinalização horizontal viária — Termoplástico aplicado pelo processo de aspersão.
ABNT NBR 15543:2015, Sinalização horizontal viária — Termoplástico alto-relevo aplicado pelo processo de extrusão mecânica.
ABNT NBR 15741:2016, Sinalização horizontal viária — Laminado elastoplástico para sinalização — Requisitos e métodos de ensaio.
ABNT NBR 16039:2012, Sinalização horizontal viária — Termoplástico pré-formado para sinalização — Requisitos e métodos de ensaio.
ABNT NBR 15870:2016, Sinalização horizontal viária — Plástico a frio à base de resinas metacrílicas reativas — Fornecimento e aplicação.
ABNT NBR 16780:2019, Sinalização horizontal viária – Medição da resistência à derrapagem de uma superfície utilizando o pêndulo britânico.
ABNT NBR 14723:2020, Sinalização horizontal viária – Avaliação da retrorrefletividade utilizando equipamento manual com geometria de 15 metros.
ABNT NBR 14636:2021, Sinalização horizontal viária — Tachas retrorrefletivas viárias
Requisitos.
ABNT NBR 15576:2015, Sinalização horizontal viária — Tachões refletivos viários — Requisitos e métodos de ensaio.
ABNT NBR 15766:2019, Sinalização horizontal viária — Dispositivo refletivo de vidro incrustado — Requisitos e métodos de ensaio.
Análise Comparativa entre Rotatória Física e Rotatória Demarcada com Sinalização Horizontal e Dispositivos Auxiliares, Eng° Ivo Lopes de Oliveira – PLANOTRAN/IMBRAPEC/FAMESP – (2009)
Utilização da Engenharia de Trânsito para a Melhoria da Qualidade de Vida: A Visão dos Usuários da Avenida Mercedes em São Paulo, Arq. Luciana Cristina Scian Delbem
PLANOTRAN/IMBRAPEC/FAMESP – (2009)
Programa de Implantação de Minirrotatórias em Cruzamentos com Registro de Acidentes Graves e/ou Fatais do Sistema Viário Secundário da Cidade de São Pulo - Eng° Ivo Lopes de Oliveira; Arq. Luciana Cristina Scian Delbem – CET/FUNDAÇÃO INSTITUTO DE ADMINISTRAÇÃO (FIA) – 2020
Nota Técnica 070 –– Montans, Luiz de Carvalho e Barnabé, Antônio Sérgio – CET –
Nota Técnica 048 - Rotatória como dispositivo de redução de acidentes - SCHNEIDER, Nancy dos Reis – CET – 1979
DNIT - Manual de Projeto Geométrico de Travessias Urbanas, 2010
DER/SP – Normas Técnicas - http://www.der.sp.gov.br/WebSite/Documentos/Tecnicas.aspx#
Caderno Técnico para Projetos de Mobilidade Urbana – Transporte Ativo, Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, 2016
ABNT, Normas Tecnicas
AASHTO: A Policy on Geometric Design of Highways and Streets – Washington, D.C. - 31 dezembro 2004
DNIT: Manual de Projeto Geométrico de Rodovias Rurais – Rio de Janeiro - 1999,
DNIT: Manual de projeto de interseções. 2.ed. - Rio de. Janeiro, 2005 DNIT: Manual de
estudos de tráfego. - Rio de Janeiro, 2006
AASHTO: Guide for the Development of Bicycle Facilities, 3rd Edition – 1999
AASHTO Guide for the Planning, Design, and Operation of Pedestrian Facilities, 2004
TRB: Highway Capacity Manual – HCM – 2000;
Il calcolo delle rotatorie, Mauro R. – 2007 - Hevelius editore
La progettazione funzionale delle strade, Esposito T, Mauro R. - 2003 - Hevelius editore
Progettare le rotatorie, Canale S., Distefano N, Leonardi S., Pappalardo G. - 2011- EPC Ediotre
Roundabouts - An Informational Guide - 2000 - US Department of Trasportation Technical Report Documentation/FHWA