Nas intervenções que exigem desvios de tráfego ou causam grandes transtornos aos usuários, salvo em situações de emergência, é necessário que se estabeleça um plano de comunicação social.
Nesse plano, podem ser utilizados elementos de comunicação direta, como reunião com as comunidades afetadas, distribuição de folhetos à população local e aos usuários da via, ou de comunicação indireta, utilizando a mídia, como jornais, emissoras de rádio ou televisão e outros meios.
O usuário deve ser Informado previamente, com no mínimo quarenta e oito horas de antecedência, sobre a interdição a ser realizada, os trechos com intervenção e a sua duração, indicando os caminhos alternativos a serem utilizados, conforme legislação vigente.
Nas situações de emergência, a comunicação pode ser feita utilizando os painéis eletrônicos de mensagens variáveis, a mídia e as redes sociais.
Os elementos e a forma de comunicação mais frequentes estão descritos a seguir:
O folheto deve fornecer informações para facilitar a circulação de pessoas na área sob intervenção.
As mensagens do folheto devem ser sucintas e claras, com desenho esquemático quando necessário, e devem ser estritamente suficientes para que o usuário identifique rapidamente a atitude e os cuidados a tomar.
O padrão visual do folheto e a sua escolha como veículo de informação dependem do impacto da intervenção e do público alvo.
a) O folheto deve conter as seguintes informações:
Local e tipo de intervenção;
Tempo de duração da intervenção;
Alteração prevista (circulação, pontos de ônibus, etc.);
Recomendações para os usuários sobre atitudes e cuidados a tomar;
Telefone para informação ou reclamação;
Órgão ou entidade envolvido ou responsável pela intervenção;
A inscrição “não jogue este impresso na via pública”.
b) Para expressar o “Título”, devem ser utilizadas poucas palavras, com dimensões, cor e forma que chamem a atenção dos usuários. Caso haja necessidade de complementação, utilizar um mínimo de palavras.
c) O texto deve ser objetivo e conciso, abordando o assunto de forma direta, com linguagem simples e frases curtas e claras. Devem ser evitados termos técnicos, expressões não usuais da população e frases excessivamente extensas. Devem estar destacadas as principais informações, como vias afetadas, datas e recomendações.
d) O desenho esquemático, quando necessário, deve ser o mais simples possível, contendo e destacando apenas as informações essenciais. Deve privilegiar a clareza e a simplicidade, eliminando-se qualquer elemento de caráter meramente decorativo. A indicação de pontos de referência é imprescindível. O mapa deve conter indicações de origem e destino e indicações de pontos de referência conhecidos da população, não sendo necessário dar proporções reais às rodovias, vias, quadras e pontos de referências.
e) O folheto deve ser distribuído aos motoristas e/ou pedestres nos principais cruzamentos, nos estabelecimentos comerciais e residenciais localizados nas vias afetadas, em praças de pedágios e postos de serviços e em outros pontos estratégicos, conforme a abrangência e a natureza da intervenção.
A faixa deve ser utilizada quando há necessidade de informar ao usuário sobre as alterações no trânsito devido à ocorrência de obra, serviço ou evento, conforme descrito no item 9.6.14.
O painel de mensagens variáveis pode também ser utilizado para informar sobre a interdição, conforme descrito no item 9.5.1.
Nos casos em que a intervenção afeta diretamente polos geradores de tráfego (conjuntos comerciais, conjuntos residenciais, escolas), pode-se utilizar a mala direta para informar aos moradores e usuários sobre alterações de percurso e restrições.
A assessoria de imprensa do órgão ou entidade responsável pela intervenção deve manter contato com a mídia, encaminhando material de divulgação sobre a intervenção, os bloqueios, desvios de tráfego e as recomendações aos usuários. Em geral, os jornais de bairro e de entidades são eficientes e estão disponíveis para esse serviço de divulgação.
Fazem parte do material a ser entregue à mídia:
Comunicado por escrito (release);
Desenho esquemático do local a ser bloqueado ou do desvio a ser obedecido;
Fotos de equipamentos ou de sinalização especial;
Folhetos/ filipetas.
O release deve detalhar as informações mais úteis para os usuários afetados, tais como:
Local, tipo e objetivo da intervenção;
Duração e responsáveis pela obra (concessionária e empreiteira);
Data e horário da interdição;
Alterações no sistema viário (por exemplo nova circulação do tráfego, nova localização de pontos de ônibus, fechamento de vias, etc.);
Esquema operacional;
Impactos prováveis;
Recomendações aos usuários;
Telefone para informação ou reclamação.