As Marcas de Canalização são utilizadas para orientar e regulamentar os fluxos de veículos em uma via, direcionando-os de modo a propiciar maior segurança e melhor desempenho, em situações que exijam uma reorganização de seu caminhamento natural.
Possuem a característica de transmitir ao condutor uma mensagem de fácil entendimento quanto ao percurso a ser seguido, tais como:
● Quando houver obstáculos à circulação; ● Interseções de vias quando varia a largura das pistas; ● Mudanças de alinhamento; ● Acessos; ● Pistas de transferências e entroncamentos; ● Interseções em rotatórias. As Marcas de Canalização são constituídas pela Linha de Canalização e pelo Zebrado de preenchimento da área de pavimento não utilizável, sendo este aplicado sempre em conjunto com a linha.
Definição A LCA delimita o pavimento reservado à circulação de veículos, orientando os fluxos de tráfego por motivos de segurança e fluidez.
Cor Branca, quando direciona fluxo de mesmo sentido; Amarela, quando direciona fluxo de sentido oposto.
Dimensão A LCA deve ter a largura (A) variando de 0,10 m a 0,30 m.
Princípios de A LCA é utilizada em várias situações, pois separa o conflito entre
Utilização movimentos convergentes ou divergentes, desvia os veículos nas proximidades de ilhas e obstáculos, altera a função do acostamento, demarca canteiros centrais e ilhas, alerta para a alteração na largura da pista, possibilita o entrelaçamento do fluxo veicular em interseções em mini rotatória e rotatória e protege áreas de estacionamento.
Colocação Uma vez determinada a área destinada à circulação de veículos, esta deve ser delimitada pelas linhas de canalização (LCA).
A LCA deve ser complementada, quando necessário, com
com outras sinalização específica, conforme segue:
Uma confluência ou bifurcação pode estar precedida do sinal de advertência pertinente com a situação apresentada:
● A-7a – “Via lateral à esquerda”; ● A-7b – “Via lateral à direita”; ● A-8 – “Interseção em T”; ● A-9 – “Bifurcação em Y”; ● A-10a – “Entroncamento oblíquo à esquerda”; ● A-10b – “Entroncamento oblíquo à direita”; ● A-13a – “Confluência à esquerda”; ● A-13b – “Confluência à direita”.








O trecho que antecede estreitamento de pista deve ser pré- sinalizado com sinalização vertical de advertência pertinente com a situação:
● A-21a – “Estreitamento de pista ao centro”; ● A-21b – “Estreitamento de pista à esquerda”; ● A-21c – “Estreitamento de pista à direita”; ● A-22 – “Ponte estreita”.




O trecho onde houver alargamento de pista pode ser pré- sinalizado com sinalização de advertência pertinente com a situação:
● A-21d – “Alargamento de pista à esquerda”; ● A-21e – “Alargamento de pista à direita”.


Dependendo da característica da ilha ou canteiro central, esta deve ser pré-sinalizada com sinais de advertência pertinente com a situação:
A-42a – “Início de pista dupla”;

A-42b – “Fim de pista dupla”;

A-42c – “Pista dividida”.

Quando dividir ou unir fluxos de sentidos opostos, deve ser utilizado o sinal de regulamentação adequado à situação. Podem ser utilizadas tachas para melhorar a visibilidade e tachões quando se deseja imprimir uma resistência ao deslocamento que implique em transposição da marca.
Definição O ZPA destaca a área interna às linhas de canalização, reforçando a ideia de área não utilizável para a circulação de veículos, além de direcionar os condutores para o correto posicionamento na via.
Cor Branca, quando direciona fluxos de mesmo sentido;
Amarela, quando direciona fluxos de sentidos opostos.
Dimensões O ZPA deve ter as dimensões conforme tabela abaixo: ÁREA DE DIMENSÕES CIRCULAÇÃO PROTEÇÃO DE ESTACIONAMENTO
mínima 0,30 m mínima 0,10 m Largura da linha interna A máxima 0,50 m máxima 0,40 m
mínima 1,10 m mínima 0,30 m Distância entre linhas B máxima 3,50 m máxima 0,60 m
A marcação do zebrado é feita com linhas inclinadas de 45º em relação à direção dos fluxos de tráfego, acompanhando o sentido de circulação dos veículos nas faixas adjacentes à área de pavimento não utilizável.
Princípios de Utilização O ZPA deve ser aplicado em função da situação apresentada na via, quando envolve sinalização para fluxos de tráfego de sentidos opostos ou para fluxos de mesmo sentido.
Exemplos de Aplicação:
Exemplo 1 – Marcação de áreas de pavimento não utilizáveis (MAN)
A MAN é utilizada em áreas pavimentadas nas quais não se deseja permitir a circulação de veículos.
Obs.: interseção semaforizada.
Exemplo 2 – Marcação de confluências, bifurcações e entroncamentos (MCB)
A MCB é utilizada em faixas/pistas para direcionar parte do fluxo viário na entrada ou saída de uma via em relação a outra, caracterizada por:
2.a. Ordenação de movimentos em trevos com alças e faixas de aceleração/desaceleração.
2.b. Ordenação de movimento em retornos com faixa adicional para o movimento.
Exemplo 3 – Marcação de aproximação de obstáculos permanentes (MAO).
A MAO é utilizada para canalizar os fluxos de tráfego nas proximidades de obstáculos fixos na pista de rolamento.
A extensão da área de pavimento não utilizável em torno do obstáculo é obtida pela fórmula:
l = 0,5 x v x d
Onde:
l – comprimento do trecho que antecede o obstáculo e do trecho, antes da ilha, onde deve ser proibida a ultrapassagem ou mudança de faixa (m);
v – velocidade regulamentada no trecho (km/h);
d – distância do eixo do obstáculo à borda externa da linha de canalização (m);
a – afastamento lateral do obstáculo à linha de canalização, deve ser de no mínimo 0,30 m, e no máximo 0,60 m.
O comprimento mínimo l recomendado para a canalização é de 30,00 m em vias urbanas e de 60,00 m para rodovias e vias expressas.
Os valores resultantes podem ser alterados quando estudos de engenharia indiquem a necessidade por questões de segurança.
Exemplo 4 – Marcação de transição de largura de pista (MTL).
A MTL é utilizada na alteração da largura de pista disponível para a circulação, orientando a direção do fluxo viário para o consequente aumento ou diminuição do número de faixas.
l = 0,5 x v x d
Onde:
l – comprimento do trecho de estreitamento (m); v – velocidade regulamentada no trecho (km/h); d – variação na largura da faixa de mesmo sentido (m);
Os valores resultantes podem ser alterados quando estudos de engenharia indiquem a necessidade por questões de segurança.
4.a. Passagem de pista dupla para pista simples.
4.b. Variações no alinhamento do eixo da via.
4.c. Alternância no número de faixas de trânsito destinadas a cada sentido de circulação.
4.d. Proximidades de pontes, com decorrente diminuição da largura das faixas.
Exemplo 5 – Marcação de acostamento pavimentado e de canteiros centrais fictícios (MAC).
A MAC demarca o pavimento não destinado à circulação de veículos nos canteiros centrais fictícios demarcados e acostamentos pavimentados.
5.a. Demarcação no acostamento.
5.b. Canteiro central fictício.
Exemplo 6 – Marcação de interseção em rotatória (MIR).
A MIR é utilizada para reduzir os pontos de conflito entre fluxos de tráfego. Podem apresentar tamanhos variáveis, desde mini- rotatória, mais comum em áreas urbanas, de pequenas dimensões, até grandes rotatórias, mais comuns em rodovias e nas interseções de avenidas com duas pistas de tráfego.
6.a. Mini rotatórias.
A área central não utilizável é delimitada por linha contínua branca na largura de 0,20 m complementada com tachões com espaçamento de 0,25 m a 0,50 m.
6.b. Rotatória.
No entorno da rotatória pode ser utilizada a sinalização de linha de bordo (LBO).
A pista de contorno deve receber a sinalização correspondente às linhas de divisão de fluxos de mesmo sentido (LMS) e à linha de bordo junto ao limite externo da rotatória, seguindo os padrões estabelecidos em marcas longitudinais.
Colocação O ZPA deve preencher toda a área de pavimento não utilizável, interna às linhas de canalização.
Relacionamento ● Deve-se utilizar a marcação de setas direcionais quando há
com outras supressão de faixas de trânsito, podendo também ser utilizada antes de uma bifurcação;
● Pode-se reforçar a sinalização com o auxílio de dispositivos delimitadores (balizadores, tachas, tachões e cilindros).
O ZPA pode ser acompanhado de sinalização vertical e/ou dispositivos auxiliares.