ZEBRA
Rules

5 MARCAS TRANSVERSAIS

5.1 Linha de retenção (LRE) ............................................................................................................................................... 38

5.2 Linhas de estímulo a redução de velocidade (LRV) ...................................................................................................... 41

5.3 Linha de “Dê a preferência” (LDP) ............................................................................................................................... 45

5.4 Faixa de travessia de pedestres (FTP).......................................................................................................................... 46

5.5 Marcação de cruzamento rodocicloviário (MCC) ........................................................................................................ 49

5.6 Marcação de área de conflito (MAC) .......................................................................................................................... 51

5.7 Marcação de área de cruzamento com faixa exclusiva (MAE) .................................................................................... 53

5.8 Marcação de cruzamento rodoferroviário (MCF) ........................................................................................................ 54

As marcas transversais ordenam os deslocamentos frontais dos veículos e os harmonizam com os deslocamentos de outros veículos e dos pedestres, assim como informam os condutores sobre a necessidade de reduzir a velocidade e indicam travessia de pedestres e posições de parada.

De acordo com a sua função, as marcas transversais são subdivididas nos seguintes tipos:

● Linha de Retenção (LRE); ● Linhas de Estímulo à Redução de Velocidade (LRV); ● Linha de “Dê a preferência” (LDP); ● Faixa de Travessia de Pedestres (FTP); ● Marcação de Cruzamentos Rodocicloviários (MCC); ● Marcação de Área de Conflito (MAC); ● Marcação de Área de Cruzamento com Faixa Exclusiva (MAE); ● Marcação de Cruzamento Rodoferroviário (MCF).

5.1 Linha de retenção (LRE)

Definição A LRE indica ao condutor o local limite em que deve parar o veículo.

Dimensões A largura (l) mínima é de 0,30 m e a máxima de 0,60 m de acordo com estudos de engenharia.

Princípios de utilização A LRE deve ser utilizada: ● Em todas as aproximações de interseções semaforizadas; ● Em cruzamento rodocicloviário; ● Em cruzamento rodoferroviário; ● Junto a faixa de travessia de pedestres; ● Em locais onde houver necessidade por questões de segurança.

Colocação Em vias controladas por semáforos deve ser posicionada de tal forma que os motoristas parem em posição frontal ao foco semafórico.

Quando existir faixa para travessia de pedestres, a LRE deve ser locada a uma distância mínima de 1,60 m do início desta.

Quando não existir faixa para travessia de pedestres, a LRE deve ser locada a uma distância mínima de 1,00 m do prolongamento do meio fio da pista de rolamento transversal.

Deve abranger a extensão da largura da pista destinada ao sentido de tráfego ao qual está dirigida a sinalização.

Admitem-se outras distâncias da LRE, e colocação por faixas de tráfego quando estudos de engenharia indiquem a necessidade.

Relacionamento com outras sinalizações A LRE pode ser utilizada em conjunto com o sinal de regulamentação R-1 – “Parada obrigatória” em interseções quando for difícil ao condutor determinar com precisão o ponto de parada do veículo.

R-1
R-1

5.2 Linhas de estímulo a redução de velocidade (LRV)

Definição A LRV é um conjunto de linhas paralelas que, pelo efeito visual, induz o condutor a reduzir a velocidade do veículo, de maneira que esta seja ajustada ao limite desejado em um ponto adiante na via.

Dimensões A largura (l) da linha varia conforme a velocidade regulamentada na via, conforme quadro a seguir:

Princípios de A LRV pode ser utilizada antes de curvas acentuadas, declives

Utilização acentuados, cruzamentos rodoferroviários, ondulações transversais, ou onde estudos de engenharia indiquem a necessidade. Não é recomendável generalizar o seu uso, preservando assim sua eficácia.

Colocação Em cruzamentos e ondulações transversais, a última linha da LRV deve estar a uma distância mínima de 2,00 m, do ponto onde a velocidade já deva estar reduzida.

O número de linhas e espaçamento entre elas varia à medida que se aproximam do local onde o veículo deva estar com a velocidade reduzida, conforme método a seguir.

Método para determinação do número e espaçamento entre as linhas

l min.= 0,20 m l max. = 0,40 m Considerando movimento uniforme variado, tem-se:

tα = (Vo – Vα) / a t = tα / n Ei = i (Vo.t – 0,5. at² . i) Vn = Vo – i . at Em = En + 0,20

Onde: Vn = velocidade na linha (i), (em m/s); Ei = espaço percorrido até a linha (i), (em m); Em = espaço total de marcação, (em m); Tα = tempo necessário para alcançar a velocidade desejada (em segundos); Vo = Velocidade inicial (velocidade usual da via), (em m/s); Vα = velocidade final necessária, (em m/s); ti = tempo decorrido até alcançar a linha (i), (em segundos);

n = número de intervalos; i = número da linha; a= desaceleração, (em m/s²) (adota-se o valor de 1,47, considerando razoável e provável para veículos em movimento); t= intervalo de tempo entre linhas consecutivas, em segundos (adota-se normalmente 1,00); En = espaço percorrido até a enésima linha.

Exemplo: Considere-se a situação em que se procura reduzir uma velocidade de 60 km/h para 15 km/h.

1- Cálculo de tα: Vo = 60 km/h = 16,67 m/s Vα = 15 km/h = 4,17 m/s a = 1,47 m/s² tα = (Vo – Vα) / a tα = 8,5 s

2- Cálculo de n: Adota-se um valor para t ou para n. Neste caso adotou-se t =1,0 s n = tα / t n = 8,5 = 9,0

3- Cálculo de Ei: Ei = i (Vo . t – 0,5. at² . i) E1 = 1 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 1) E1 = 1 (16,67 – 0,74 . 1 ) E1 = 1 (16,67 – 0,74 ) = 15,93 m

E2 = 2 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 2) E2 = 2 (16,67 – 0,74 . 2 ) E2 = 2 (16,67 – 1,47 ) = 30,38 m

E3 = 3 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 3) = 43,35 m E4 = 4 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 4) = 54,84 m E5 = 5 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 5) = 64,85 m

E6 = 6 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 6) = 73,38 m E7 = 7 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 7) = 80,43 m E8 = 8 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 8) = 86,00 m E9 = 9 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 9) = 90,09 m

Ei (m) DISTÂNCIA ENTRE

i Ei (m)

4- Verificação de velocidade alcançada: para i = n = 9 Vn = 16,67 – 9 . 1,47 . 1,0 Vn = 3,44 m/s = 12,5 km/h (A velocidade alcançada na linha 9 é inferior à desejada, satisfazendo, portanto, à condição)

5- Cálculo de Em: Em = En + 0,20 Em = 90,00 + 0,20 Em = 90,20 m

Relacionamento com outras Devem estar acompanhadas de sinalização de regulamentação e advertência pertinentes à situação em que estão aplicadas.

5.3 Linha de “Dê a preferência” (LDP)

Definição A LDP indica ao condutor o local limite em que deve parar o veículo, quando necessário, em local sinalizado com o sinal R-2 “Dê a preferência”.

R-2
R-2

Dimensões A largura (l) mínima é de 0,20 m e a máxima de 0,40 m de acordo com estudos de engenharia.

Esta linha deve ter medidas de traço e espaçamento (intervalo entre traços) iguais com dimensões recomendadas de 0,50 m.

Princípios de utilização A LDP pode ser utilizada em aproximação com via que tem a preferência, geralmente caracterizada por volume de tráfego e/ou velocidade mais elevada, onde as condições geométricas e de visibilidade do acesso permitam o entrelaçamento dos fluxos.

Colocação A LDP deve ser localizada/locada a uma distância mínima de 1,60 m do alinhamento do meio fio da pista transversal.

Relacionamento com outras A LDP deve ser acompanhada do sinal de regulamentação R-2. A LDP deve ser complementada com a aplicação no pavimento do símbolo “Dê a preferência”.

R-2
R-2

5.4 Faixa de travessia de pedestres (FTP)

FTP-1: “Tipo Zebrada” FTP-2: “Tipo Paralela” Definição A FTP delimita a área destinada à travessia de pedestres e regulamenta a prioridade de passagem dos mesmos em relação aos veículos, nos casos previstos pelo CTB.

A FTP compreende dois tipos: ● Zebrada (FTP-1) ● Paralela (FTP-2)

Dimensões FTP-FTP-1:

A largura (l) das linhas varia de 0,30 m a 0,40 m e a distância (d) entre elas de 0,30 m a 0,80 m. A extensão mínima das linhas é de 3,00 m, podendo variar em função do volume de pedestres e da visibilidade, sendo recomendada 4,00 m. FTP-2:

A largura (l) das linhas varia de 0,40 m a 0,60 m. A distância (d) mínima entre as linhas é de 3,00 m, sendo recomendada 4,00 m.

A FTP deve ocupar toda a largura da pista.

Princípios de A FTP deve ser utilizada em locais onde haja necessidade de

Utilização ordenar e regulamentar a travessia de pedestres.

A FTP-1 deve ser utilizada em locais, semaforizados ou não, onde o volume de pedestres é significativo nas proximidades de escolas ou polos geradores de viagens, em meio de quadra ou onde estudos de engenharia indicarem sua necessidade.

A FTP-2 pode ser utilizada somente em interseções semaforizadas.

Nos casos em que o volume de pedestres indique a necessidade de uma faixa de travessia com largura superior a 4,00 m, esta deve ser FTP-1.

Colocação A locação da FTP deve respeitar, sempre que possível, o caminhamento natural dos pedestres, sempre em locais que ofereçam maior segurança para a travessia.

Em interseções, deve ser demarcada no mínimo a 1,00 m do alinhamento da pista transversal.

Relacionamento com outras A FTP pode ser acompanhada de sinalização vertical de advertência A-32b – “Passagem sinalizada de pedestres”. Nas proximidades de áreas escolares deve ser acompanhada de sinalização vertical de advertência A-33b – “Passagem sinalizada de escolares”.

A-32b
A-32b
A-33b
A-33b

Pode ser acompanhada de sinalização de indicação educativa ou de serviços auxiliares para pedestres.

Caso a faixa de pedestres seja utilizada por um grupo bem caracterizado, como escolares, deficientes físicos etc., é recomendável a colocação de legenda ou sinais de advertência específicos precedendo-a.

5.5 Marcação de cruzamento rodocicloviário (MCC)

Definição A MCC indica ao condutor de veículo a existência de um cruzamento em nível, entre a pista de rolamento e uma ciclovia ou ciclofaixa.

Dimensões A MCC é composta de duas linhas paralelas constituídas por paralelogramos, que seguem no cruzamento os alinhamentos dos bordos da ciclovia ou ciclofaixa.

Estes paralelogramos devem ter dimensões iguais de base e altura, variando entre 0,40 m e 0,60 m, determinando-se estas medidas em função da magnitude do cruzamento. Assumem forma quadrada quando o cruzamento se der a 90º. Os espaçamentos entre os paralelogramos devem ter medidas iguais às adotadas para a sua base.

Princípios de Utilização A MCC deve ser utilizada em todos os cruzamentos rodocicloviários.

CICLOVIA

CICLOFAIXA

Colocação A marcação deverá ser feita ao longo da interseção, de maneira a mostrar ao ciclista a trajetória a ser obedecida.

Relacionamento com outras Sinalizações Em locais onde houver semáforo, é obrigatória a colocação de linhas de retenção para todas as aproximações do cruzamento, obedecendo à mesma distância determinada para as faixas de travessia de pedestres.

Em cruzamento não semaforizados, podem ser utilizadas linhas de retenção para as aproximações referentes a veículos motorizados.

Em via interceptada por ciclovia ou ciclofaixa, não semaforizado deve ser colocado o sinal A-30b – “Passagem sinalizada de ciclistas”, podendo ser acrescida a mensagem “A m”.

A-30b
A-30b

Em ciclovia ou ciclofaixa interceptada por outra via, podem ser colocados os sinais de advertência pertinentes ao cruzamento ou interseção, podendo ser acrescida a mensagem “A. m”.

No pavimento da via interceptada pela ciclovia ou ciclofaixa pode ser utilizada legenda.

5.6 Marcação de área de conflito (MAC)

Definição A MAC indica aos condutores a área da pista em que não devem parar os veículos, prejudicando a circulação.

Cor Amarela.

Dimensão A MCA deve obedecer o quadro a seguir:

DIMENSÕES RECOMENDADAS (m)

Largura da linha da borda externa – a 0,15

Largura das linhas internas – b 0,10

Espaçamento entre os eixos das linhas 2,50 internas – c

Princípios de Utilização A MAC é utilizada para reforçar a proibição de parada ou estacionamento de veículos na área da interseção que prejudica a circulação.

Colocação A MAC deve ser aplicada cobrindo toda a área formada pela interseção que prejudica a circulação.

Relacionamento com outras A MAC pode ser utilizada em conjunto com placas educativas orientando ao motorista para não “fechar o cruzamento”.

5.7 Marcação de área de cruzamento com faixa exclusiva (MAE)

Definição A MAE indica ao condutor a existência de faixa(s) exclusiva(s) na via que ele vai adentrar ou cruzar.

Cor Amarela – para faixas exclusivas no contra fluxo;

Branca – para faixas exclusivas no fluxo.

Dimensão Os quadrados que formam a MAE devem ter no mínimo 1,00 m de lado.

Princípios de A MAE deve ser utilizada para alertar o motorista da existência

Utilização de faixa(s) exclusiva(s) no contra fluxo de veículos automotores na via que vai adentrar ou cruzar em todas as aproximações não semaforizadas. Pode ser utilizada, também, na(s) faixa(s) exclusiva(s) no fluxo.

Colocação A MAE deve ser aplicada cobrindo toda a área da faixa ou pista exclusiva formando um retângulo com a via transversal.

com outras Sinalizações A MAE deve ser complementada com sinalização vertical específica para faixas ou pistas exclusivas.

5.8 Marcação de cruzamento rodoferroviário (MCF)

Definição A MCF indica ao condutor a aproximação de um cruzamento em nível com uma ferrovia e o local de parada do veículo.

Dimensões Esta marcação se constitui de:

5.8.1 Linha de Retenção – duas linhas com largura variando de 0,30 m a 0,60 m, cada uma e igual espaçamento entre elas;

5.8.2 Retângulo de Advertência – é a área contida entre as linhas longitudinais que regulam a circulação da via e duas linhas transversais ao eixo da pista de rolamento, cada uma com largura igual à adotada para a Linha de retenção, espaçadas de 15,00 m entre si. No retângulo de advertência deve estar inscrito o símbolo “Cruz de Santo André”, cujas características estão descritas no item próprio.

Princípios de A MCF é utilizada em aproximações de cruzamentos em nível da

Utilização pista de rolamento com ferrovia.

Colocação A linha de retenção deve ser colocada a uma distância de no mínimo 3,00 m do trilho externo mais próximo e paralela a este.

Deve existir um retângulo de advertência para cada faixa de trânsito, o qual precede a Linha de retenção a uma distância que pode variar entre 15,00 m e 150,00 m, em função das características da via.

No trecho entre o primeiro sinal de advertência e a linha de retenção devem ser implantadas as marcas longitudinais correspondentes à proibição de transposição de faixa e ultrapassagem.

com outras Sinalizações No trecho anterior ao cruzamento devem ser utilizados os sinais de advertência de acordo com o tipo de passagem de nível existente: A-39 – “Passagem de nível sem barreira” ou A-40 – “Passagem de nível com barreira”.

A-39
A-39
A-40
A-40

No local de parada do veículo, deve ser empregado o sinal de advertência A-41 – “Cruz de Santo André”, outros dispositivos auxiliares e sinalização, podem ser utilizados quando estudos de engenharia indicarem a necessidade.

A-41
A-41

Em cruzamento não semaforizado, deve ser utilizado o sinal R- 1 – “Parada obrigatória”.