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5 ELABORAÇÃO DE PROJETO DE ORIENTAÇÃO DE DESTINO

5.1 Planejamento do Sistema de Sinalização.................................................................................................................... 70

5.2 Elaboração do projeto funcional ................................................................................................................................. 73

5.3 Elaboração do projeto executivo ................................................................................................................................ 78

Este capítulo apresenta uma metodologia para a elaboração de projeto de sinalização de orientação de destino cujas placas são tratadas nos itens 5.2, 5.4, 5.5, 7.4.2, 7.4.4 e 7.4.5 deste Manual. No Capitulo 8 são apresentados projetos-tipo também para outros tipos de placas de indicação.

O processo de elaboração de um projeto de sinalização de orientação de destino deve obedecer às seguintes etapas:

Planejamento do sistema de sinalização;

Elaboração do projeto funcional;

Elaboração do projeto executivo.

Planejamento do Elaboração do Elaboração do sistema de projeto funcional projeto executivo sinalização

legendas

Rede Viária Principal

Nós

Links

Distribuição das informações no esquema geral

Definição dos marcos referenciais

5.1 Planejamento do Sistema de Sinalização

O planejamento de um sistema de sinalização de orientação de destino deve estar baseado na definição de uma estrutura de informações que possibilite as viagens pelos melhores trajetos, orientando o usuário até o local de destino e permitindo uma compreensão global do sistema adotado. A sinalização de orientação de destino deve atender às principais demandas de deslocamento dos usuários da via, com diferentes níveis de abrangência geográfica, através de um conjunto de informações integradas.

O planejamento do sistema de sinalização é composto de cinco etapas estratégicas:

1. Diagnóstico da situação existente – obtido através do levantamento e análise de todos os elementos referentes ao sistema viário e aos marcos referenciais existentes, de interesse público e conhecimento consolidado (bairros, vias, edifícios públicos, monumentos, rios, municípios, rodovias, polos geradores de tráfego, etc.).

2. Definição dos elementos básicos – a partir do conhecimento da situação existente, devem ser determinados os dois elementos básicos à elaboração do projeto:

Rede Viária Principal – é o conjunto de vias selecionadas para os deslocamentos até os destinos de interesse, constituindo a base para o estudo de distribuição das viagens e a implantação da sinalização. A escolha dessas vias deve ser realizada a partir de critérios técnicos, levando em consideração as características de cada via, tais como: classificação, capacidade, extensão, topografia, traçado, uso do solo, entre outras

Sistema Referencial – é o conjunto composto de marcos referenciais que devem ser de conhecimento consolidado da população e de grande interesse, sob o ponto de vista do trânsito, tais como: bairros, vias urbanas e rurais, praças, parques, cidades, distritos industriais, rios, obras-de-arte, monumentos, edifícios públicos, atrativos turísticos, pólos de atração definidos pelo Poder Público e outros.

No caso de vias urbanas, os marcos referenciais devem ser classificados em grupos distintos: os marcos que são de conhecimento de todo o município; os que são de conhecimento de uma determinada região; e, por fim, aqueles que são conhecidos em um determinado local. No caso de vias rurais, os marcos referenciais devem ser classificados com base na identificação das localidades e demais vias que têm acesso pela via ou vias a serem sinalizadas.

3. Elaboração de um esquema geral – corresponde a uma representação gráfica unifilar, que deve ter como base a Rede Viária Principal, configurada em “nós” e “links”, abrangendo toda a área ou via a ser sinalizada.

nó – é a interseção de duas ou mais vias e o ponto de referência para a distribuição das viagens;

link – é o trecho de via compreendido entre dois nós.

4. Distribuição das informações no esquema geral – concluída a elaboração do esquema geral unifilar, nele devem ser distribuídos todos os marcos referenciais, estruturados em cada um de seus nós.

5. Definição dos marcos referenciais – nesta última fase do planejamento, devem ser selecionados, no esquema geral unifilar, os marcos referenciais mais significativos de cada nó, em relação ao respectivo link, de modo a garantir a sequência e continuidade das informações, até os destinos pretendidos.

EXEMPLO PARA ÁREA URBANA

EXEMPLO PARA ÁREA RURAL

5.2 Elaboração do projeto funcional

O projeto funcional é composto de quatro etapas:

1. Seleção e ordenação das legendas – Para o desenvolvimento do projeto funcional, devem ser selecionadas e ordenadas, a partir do Sistema Referencial definido, as informações a serem utilizadas, de acordo com a sua importância e abrangência.

No caso de múltiplas saídas em uma mesma interseção, a serem orientadas em uma mesma placa, as informações devem obedecer à sequência definida na tabela a seguir, prevalecendo primeiramente as legendas correspondentes aos marcos referenciais que saem à esquerda; em segundo lugar, aos que saem à direita; e, por último, aos marcos referenciais em frente.

Sequência de ordenação das setas e legendas

As mensagens orientadas para um mesmo sentido devem ser ordenadas de acordo com a ordem de chegada aos respectivos acessos.

A definição da sequência das legendas nas placas deve garantir a continuidade das informações em todo trajeto sinalizado. Nos deslocamentos de longa distância, deve ser prevista a repetição das informações a intervalos regulares, de maneira que não ocorram dúvidas ao usuário.

A quantidade de informações contidas em cada placa deve ser compatível com a capacidade de leitura e facilidade de sua assimilação pelo usuário. De acordo com os limites estabelecidos no Capítulo 7 – Item 7.4.2, a placa deve ser composta de no máximo três legendas no mesmo sentido ou quatro legendas com dois ou três sentidos. Quando houver necessidade de utilizar mais de quatro legendas no mesmo ponto, deve ser feito o desmembramento em duas ou mais placas, com no máximo três legendas por placa. Havendo a necessidade de eliminar legendas, devem permanecer aquelas de maior importância.

Com o objetivo de proporcionar ao usuário o melhor entendimento e assimilação dos destinos informados, os marcos referenciais devem ser identificados sempre através de uma única designação, escolhida na etapa de projeto, a partir de um dos seguintes critérios:

Nome oficial; ou

Nome consolidado pela população, em lugar do nome oficial (Ex.: nome popular – Estádio Maracanã; nome oficial – Estádio Mario Filho); ou abreviação do nome de acordo com a regra ortográfica vigente, em lugar do nome completo, e considerando os critérios de abreviação definidos no Capítulo 7 – Item 7.7. e apresentados no Apêndice (Ex.: nome abreviado

Pres. J. Kubitschek; nome completo – Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira).

2. Seleção dos tipos de placa – Para o desenvolvimento do projeto funcional, devem ser usados os tipos de placa de orientação de destino mais adequados às necessidades de direcionamento do usuário. Os tipos de placas que podem ser adotados no projeto estão apresentados a seguir e definidos no Capítulo 5 – Item 5.2:

Placas de pré-sinalização;

Placas de confirmação de saída;

Placas de confirmação em frente;

Placas de posicionamento na pista;

Placas indicativas de distância;

Placas diagramadas.

A definição dos tipos de placa baseia-se principalmente na avaliação das características básicas do sistema viário, notadamente na classificação da via e na velocidade regulamentada, uma vez que o volume de tráfego é determinante para a concepção do projeto.

3. Padronização da forma e cor – A forma e cor das placas de sinalização de orientação de destino estão definidas no Capítulo 5 – Item 5.2 e no Capítulo 7 – Item 7.4.2.

4. Locação das placas em planta – Essa última etapa compreende a locação preliminar, em planta, das placas de orientação de destino proposta. Para a sua execução, deve ser feito um levantamento cadastral das placas de orientação de destino existentes na área/via abrangida pelo projeto, uma vez que pode haver incompatibilidades, tanto nos aspectos de conteúdo da informação, quanto de mudanças relativas ao uso e ocupação do solo, além de problemas de visibilidade do conjunto ou necessidade de manutenção de placas existentes a permanecer, que estejam deterioradas.

Após o levantamento cadastral, as placas propostas e as existentes devem ser lançadas na planta do projeto funcional, permitindo uma visão global da compatibilidade e continuidade das informações, até os destinos considerados, e possibilitando a execução dos ajustes necessários.

EXEMPLO DE PROJETO FUNCIONAL PARA ÁREA URBANA

EXEMPLO DE PROJETO FUNCIONAL PARA ÁREA RURAL

5.3 Elaboração do projeto executivo

Definidas as placas no projeto funcional e a sua locação preliminar em planta, deve ser iniciada a etapa de elaboração do projeto executivo, documento técnico necessário à correta confecção e implantação da sinalização proposta.

O projeto executivo da sinalização de orientação de destino é composto de três etapas:

1. Diagramação das placas – essa etapa deve ser executada a partir dos critérios estabelecidos no Capitulo 7, para se obter o dimensionamento e a modulação das placas previstas no projeto funcional.

2. Definição dos suportes – a definição do tipo de suporte mais adequado a cada placa do projeto, dentre os tipos estabelecidos no Capítulo 3 – Item 3.7, deve ser feita durante as vistorias de locação das placas em campo, uma vez que as condições de visibilidade e de espaço são determinantes na escolha do tipo de suporte mais apropriado.

3. Locação das placas em campo – esta etapa deve ser executada a partir de vistorias, com o objetivo de se obter uma locação precisa das placas, de modo a garantir boa visibilidade à distância e legibilidade da sinalização, bem como as corretas amarrações dos suportes a pontos de referência adequados aos trabalhos das equipes de implantação. Essas vistorias possibilitam a execução de ajustes, no caso de interferências que exijam a alteração na proposta de placas do projeto funcional, tais como:

Readequação do projeto, no caso da configuração geométrica do local não permitir a sua implantação, ou outro caso de restrição, que pode resultar, por exemplo, em acréscimo de placas, caso seja necessário o desmembramento de mensagens;

Eliminação de placas, por falta de espaço disponível, podendo resultar, por exemplo, na colocação de placas de pré-sinalização.

Na locação das placas, pode ser adotado o georreferenciamento, a critério do órgão gestor da via.

O projeto executivo deve apresentar, em “Notas”, no mínimo as seguintes informações adicionais:

Unidades de medida;

Escala do desenho;

Alfabeto adotado;

Especificações técnicas dos materiais a serem utilizados;

Cores das películas/tintas;

Planilhas de quantidades da sinalização vertical (placas e suportes);

Documentos técnicos utilizados na elaboração do projeto (manuais, normas, instruções, entre outros).

EXEMPLO DE PROJETO EXECUTIVO PARA ÁREA URBANA

EXEMPLO DE PROJETO EXECUTIVO PARA ÁREA RURAL